sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Cientistas dizem que o pensamento humano é capaz de materializar um objeto
Os resultados de seu estudo foram publicados na revista processamento Cognitive Processing.
Os cientistas basearam sua pesquisa na ideia da chamada “simulação mental”, a fim de mostrar que o pensamento humano é material.
Eles queriam saber como o idioma influenciava a percepção do espaço, particularmente as dimensões essenciais “em cima-embaixo” e “esquerda-direita”.
“Queríamos verificar se o significado das palavras podia influenciar a simulação mental, isto é, a simulação da situação na cabeça”, disse Oksana Tsaregorodtseva, da Tomsk State University.
Na experiência, os pesquisadores pediram aos participantes para lembrar a localização do ponto no qual eles haviam escrito as palavras “para cima” ou “para baixo”. Os resultados indicam que a leitura das palavras ativou a representação do espaço designada por estas palavras, mesmo que no momento os participantes estivessem focados em outro processo, no caso, memorizar a localização dos pontos.
“A palavra é capaz de aumentar a sensação da realidade do objeto no espaço, não obstante o fato de que não existem objetos”, explicou Tsaregorodtseva.
Palavra = objeto
Pesquisas recentes nos mostram que a simulação mental não é muito diferente da realidade no que diz respeito à percepção do cérebro. Para nosso principal órgão, a situação real e a simulação são um único evento.
Experimentos realizados por outros cientistas na Europa sugerem que a mera tentativa de lembrar a posição espacial de um ponto na tela pode afetar a trajetória de nosso olhar.
Por exemplo, se uma pessoa memoriza a posição de um ponto como sendo no canto superior esquerdo da tela, e em seguida é convidada a olhar para cima em uma tela em branco, a trajetória do olhar centra-se no lado oposto ao do ponto anteriormente visto.
Este efeito é explicado pela simulação mental: a pessoa está ocupada memorizando a posição do ponto no cérebro, e essa memória é tão ativa que ela precisa “dar a volta” nesse obstáculo como se algo estivesse lá (ou seja, olhar para o lado oposto de um ponto inexistente em uma tela em branco, não havendo necessidade de se fazer isso).
A conclusão é de que as palavras, embora inerentemente intangíveis, desencadeiam a sensação de um objeto real no espaço.
O estudo ainda está em uma fase inicial, mas os cientistas especulam a aplicação dos seus resultados em neuropsicologia, por exemplo, para ajudar pessoas com percepção espacial prejudicada.
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